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#22 Future Enterprise Show com Maria João Carioca

Em mais uma edição do IDC Future Of Enterprise Show, recebemos agora Maria João Carioca, Executive Board Member na Caixa Geral de Depósitos (CGD), para uma conversa sobre tecnologia, sobre os desafios da banca, o futuro das organizações e sobre si própria. Moderado por Gabriel Coimbra, Group vice president and country manager da IDC e Fernando Bação, professor catedrático na Nova Information Business School, Universidade Nova de Lisboa, este é um evento que conta ainda com a parceria da Nexllence.

#22 Future Enterprise Show com Maria João Carioca

Em mais uma edição do IDC Future Of Enterprise Show, recebemos agora Maria João Carioca, Executive Board Member na Caixa Geral de Depósitos (CGD), para uma conversa sobre tecnologia, sobre os desafios da banca, o futuro das organizações e sobre si própria. 

Moderado por Gabriel Coimbra, Group vice president and country manager da IDC e Fernando Bação, professor catedrático na Nova Information Business School, Universidade Nova de Lisboa, este é um evento que conta ainda com a parceria da Nexllence. 

Maria João Carioca está, no momento, a trabalhar na transformação de uma das maiores organizações nacionais: a Caixa Geral de Depósitos. Mas o seu percurso profissional tem sido feito de outros sucessos marcados por características chave que lhe permitiram evoluir na carreira. Haverá um segredo a considerar? “Talvez uma mistura entre curiosidade intelectual e resiliência”, diz Maria João Carioca. O curso superior escolhido foi o de Economia “porque achava, na altura, que essa seria uma boa combinação entre o pragmatismo da gestão e a base teórica do conhecimento que adquiria”.  Mas a dada altura aparece a consultoria pelo caminho “e a ideia de abraçar um conceito de problema solving agradou-me bastante…avancei muito suportada nesse elemento de curiosidade e não correu mal”. 

IDC Future Enterprise Show novembro 2021, Lisboa

Tecnologia na banca

E tendo em conta toda a experiência profissional adquirida, importa perceber de que forma Maria João Carioca olha para o papel da tecnologia na digitalização do setor financeiro. “Considero que o setor continua muito desafiado porque lida com um conjunto de aspetos muito permanentes e difíceis como a necessidade de estabilidade, de ajudar a olear a economia e a necessidade de transformação das cadeias de financiamento”. Na realidade, um dos maiores desafios da banca “tem a ver com a alteração do modelo de negócio” tornando-se necessário “fazer evoluir esse modelo porque há questões de contexto que o setor não controla e, ainda assim, deve manter uma visão estratégica”.  E, em todo este processo “a tecnologia é uma parte fundamental, permitindo fazer as coisas de forma mais rápida, simples e eficiente”. No BackOffice, a tecnologia também “é determinante nos modelos de incorporação de risco e definição de crédito”, por exemplo. 

Maria João Carioca recorda ainda que “o último ano de pandemia, em termos de incorporação de tecnologia, acaba por representar três anos de trabalho num ambiente dito normal”. E, a verdade é que “muitas das coisas que incorporámos ultimamente estavam já em desenvolvimento interno, algumas em fase piloto, mas tiveram de avançar rapidamente”. E fica o exemplo: “A IA no apoio ao atendimento de clientes é um bom exemplo; a nossa assistente digital, nos primeiros meses, serviu 700 mil clientes únicos.” 

E, contas feitas, a realidade dificilmente voltará a ser o que era. “Realidades como o teletrabalho, levadas ao máximo, vão ter uma fase de contração, mas não voltam ao que eram no período pré-pandemia”, diz Maria João Carioca. Na Caixa Geral de Depósitos essa é uma realidade que se impõe: “Estamos a pensar lidar melhor com pessoas que trabalham remotamente; podemos até ir buscar profissionais fora dos grandes centros urbanos, mas que fiquem em teletrabalho. Essa é uma ideia que agrada bastante às novas gerações.”

E já que falamos de gerações mais jovens, quais terão sido os conselhos deixados por Maria João Carioca às suas filhas, no momento de ingressarem num curso superior ou no mercado de trabalho? “Aconselho sempre a escolherem algo que as motive, as entusiasme e depois é trabalharem muito, colocar esforço, dedicação e intensidade para terem a formação adequada numa boa escola”. A responsável da CGD considera importante “fazer escolhas que permitam flexibilidade ao longo da vida”. 

Antes de terminar, pedimos ainda sugestões de leitura. No caso de Maria João Carioca, as ideias vão da poesia à ficção científica e à história. “Leituras profissionais faço poucas”, diz. 

Assim sendo, “ao longo dos anos fiz percursos de leitura que gostei muito… “Chalet das Memórias” de Tony Judt, por exemplo foi um livro que me permitiu começar um percurso de leitura que me levou até aos Persas”. Outras leituras apontadas foram “The Vital Question”, um livro sobre respiração celular e mecanismos de produção energética nas células “que me levou a ler a história da física quântica” e, na poesia, Tolentino Mendonça com “A Noite Abre os Meus Olhos”.

Pode também assistir ao episódio completo aqui : Spotify​ , Google Podcasts  ou outras plataformas.

Gabriel Coimbra
Group Vice President and Country Manager at IDC
Fernando Bação
Professor Catedrático na Nova Information Management School