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THE RISE OF MACHINES About the state of Operational Technology and Cybersecurity, Fortinet no IDC Futurescape 2022

A segurança, a tecnologia e a forma como tudo isto se relaciona com o nosso dia a dia foi tema central da apresentação de Paulo Pinto, responsável da Fortinet. Face aos cenários atuais, falamos de ramsonware ou ramsonwar? Fica a pergunta.

THE RISE OF MACHINES About the state of Operational Technology and Cybersecurity, Fortinet no IDC Futurescape 2022

Falar sobre máquinas, algoritmos e tecnologia em segurança foi a proposta que nos deixou Paulo Pinto, business development manager da Fortinet nesta edição do IDC FutureScape 2022. 

Nos últimos anos, a tecnologia, no seu expoente máximo, trouxe à humanidade situações bastante curiosas: “Há mais de um ano que temos uma sonda em marte, um telescópio lançado para o espaço e algoritmos de IA a apoiarem os médicos na antecipação de doenças graves de forma precoce.”  

IDC Futurescape fevereiro 2022, Lisboa

Ora Paulo Pinto propõe agora que se faça uma transferência destas tecnologias para os mais diversos setores da nossa economia “percebendo-se que são transversais a todos eles, desde a produção, logística e transportes, smart buildings, smart cities, utilities, etc”.  

No fundo, temos o core da nossa sociedade como um todo a funcionar e suportado em máquinas, algoritmos e automação. Este core “acaba por atrair os mais diversos atores indesejados com os mais distintos objetivos: sejam políticos, criminosos ou mesmo só curiosidade e vandalismo e é crucial proteger os recursos”. 

O responsável da Fortinet recorda ataques como os que ocorreram ao Porto de Roterdão “no início de fevereiro e que incapacitaram o transvase do petróleo” ou “a situação da Vodafone e que impactou no dia a dia das pessoas a nível global”. 

E, sendo assim, falamos de ramsonware ou de uma ramsonwar? 

Na verdade, a resposta aqui é pouco importante “já que os impactos são sempre muito elevados”, diz.  

O cibercrime, que estava muito focado em determinado tipo de atividades, agora está focado em todas as atividades do ciclo de ataque pelo que importa “não perder o foco naquilo que é realmente importante para as organizações e que é “saberem fazer a implementação das suas arquiteturas de cibersegurança no sentido de continuarem o seu caminho de digitalização sem percalços”.  

Paulo Pinto explica ainda que o ciberespaço tem cerca de quatro camadas distintas: “Uma camada física onde existimos nós, as fabricas e por aí fora; uma camada de conectividade onde estão todas as redes de comunicações e uma camada de computação agora muito distribuída e dispersa; acima disto temos uma camada de colaboração em que aparecem as nossas redes sociais e os utilizadores a interagirem de outra forma”.  

 
Associar estas camadas às infraestruturas, significa que a primeira camada física é aquela onde estão utilizadores, escritórios e devices; a camada de conetividade é a das redes; acima disto temos a capacidade de computação distribuída por datacenters, cloud e outros locais; e, finalmente, a camada organizacional com cadeias de comando e controle referenciadas. Paulo Pinto considera que “para proteger esta infraestrutura devemos, desde logo, controlar todo o tráfego que existe entre todos os elementos que constituem este ecossistema”.  

O Fortinet Security Fabric “é a resposta à forma como as organizações se devem preparar para continuarem no seu caminho de digitalização ao mesmo tempo que incorporam os controles de segurança necessários para potenciarem a utilização segura, confiante e resiliente desses mesmos serviços”.  

Paulo Pinto
Securing Cloud and Business Transformation at Fortinet