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Receitas do Grupo Asseco cresceram 14% em 2020

O Grupo Asseco fechou as contas de 2020 com vendas globais de 2,68 mil milhões de euros, um aumento de 14% face ao ano anterior. As receitas subiram em todos os segmentos de negócio, apesar das incertezas do mercado mundial no atual contexto pandémico.

O Grupo Asseco fechou as contas de 2020 com vendas globais de 2,68 mil milhões de euros, um aumento de 14% face ao ano anterior. As receitas subiram em todos os segmentos de negócio, apesar das incertezas do mercado mundial no atual contexto pandémico.

Na origem dos bons resultados do último exercício está a estratégia de desenvolvimento implementada pelo Grupo de forma consistente e o acelerado processo de digitalização das empresas e de outro tipo de clientes não empresariais desencadeado pela pandemia da Covid-19.   

A base da atividade da Asseco continua a ser a venda de produtos proprietários e serviços de software que somaram 2,11 mil milhões de euros, um acréscimo de 11% em comparação com 2019. Ao nível dos resultados, o lucro operacional consolidado excedeu os 260 milhões de euros, o que representou um aumento de 25%.

O bom desempenho financeiro da multinacional europeia, com sede na Polónia, esteve alicerçado no crescimento registado nos mercados externos, onde gerou 88% das receitas totais. Decompondo as receitas por setores, os negócios gerais, onde se incluem as vendas para empresas de energia, telecomunicações e serviços de saúde, entre outras, tiveram um peso de 39%; a banca e o setor financeiro contribuíram com 36%; e as instituições públicas foram responsáveis por 25% da faturação.

“2020 foi um ano muito bom para a Asseco. Não obstante a grande incerteza do mercado, conseguimos melhorar os resultados e fortalecer a nossa posição em todos os setores de atividade. Os processos de digitalização acelerados fizeram com que nos concentrássemos em como oferecer o melhor suporte aos nossos clientes em face da pandemia”, afirma Adam Góral, presidente do conselho de administração da Asseco Polónia.

E o gestor acrescenta: “Enveredámos por uma estratégia de forte diversificação de negócios, tanto a nível de países como de setores e produtos. Vender o nosso software proprietário e fornecer serviços relacionados continuou a ser crucial para nós, o mesmo se podendo dizer sobre o aumento de escala dos negócios gerado por novas aquisições. No ano passado, juntaram-se à Asseco 15 novas empresas que contribuíram para reforçar a nossa posição no mercado externo”.  

Quanto ao braço lusófono da multinacional, responsável pela gestão do negócio em Portugal e nos países africanos de expressão portuguesa, a Asseco PST fechou o exercício de 2020 com um volume de negócios de 37,4 milhões de euros e um resultado líquido de 6 milhões de euros. Apesar dos desafios colocados pela pandemia, a companhia – que tem no desenvolvimento de software para a banca o núcleo da sua atividade – registou crescimentos em Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Já este ano, a Asseco PST concretizou a aquisição da maioria do capital da Finantech, empresa especializada em soluções para o mercado de capitais, sediada no Porto. Com uma faturação anual de 5 milhões de euros, esta operação permitirá à Asseco PST um crescimento imediato de 15% do seu volume de negócios, quase todo baseado em Portugal. “A médio prazo, o objetivo será sempre entregar uma melhor proposta de valor aos clientes, potenciando sinergias e complementaridade de soluções entre as duas empresas que continuarão a operar de forma independente”, explica Daniel Araújo, CEO da Asseco PST.  

Já em relação a 2021, e a nível global, a carteira de encomendas consolidada do Grupo Asseco ascende atualmente a 1,67 mil milhões de euros, mais 13% do que no mesmo período do ano passado. 

“Ao projetarmos as nossas perspetivas de desenvolvimento, estamos cientes de que a economia se encontra numa fase difícil, pelo que encaramos o futuro com otimismo moderado. O nosso objetivo é manter uma posição de liderança nos setores estratégicos para o Grupo: banca, seguros, energia, telecomunicações, saúde e administração pública. Investiremos no desenvolvimento de produtos em nuvem e serviços de cibersegurança. Queremos também crescer mais por meio de aquisições e fortalecer as nossas competências em setores específicos. Estamos interessados em empresas semelhantes à Asseco: com produtos proprietários, situação financeira estável e cujos acionistas queiram continuar connosco para ajudar a desenvolvê-las”, conclui Adam Góral.   

Cotada nas Bolsas de Valores de Varsóvia, Tel Aviv e Nasdaq, em Nova Iorque, a Asseco irá, a exemplo de anos anteriores, distribuir dividendos pelos seus acionistas. O respetivo conselho de administração propôs alocar 56,67 milhões de euros a esse fim, correspondentes a 0,68 cêntimos por ação.