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Três Competências que Impulsionam o Futuro da Inteligência: a Próxima Fonte de Diferenciação Concorrencial

Atingir um novo nível de inteligência é indispensável para competir na atual economia digital. Explore as três competências que impulsionam o futuro da inteligência

Três Competências que Impulsionam o Futuro da Inteligência: a Próxima Fonte de Diferenciação Concorrencial

O que é que lhe vem à cabeça quando pensa em inteligência dentro de sua organização? Será que significa ter acesso às informações mais recentes sobre as principais métricas de negócio, tais como receita, custos e lucro? Ou será uma visão mais ampla de "todas as informações" de que precisa para tomar uma decisão? 

Eis as duas ideias que foram, e continuam a ser, as principais definições atribuídas ao conceito de inteligência de negócios na maioria das organizações. Mas serão elas suficientes no mundo atual em que os dados proliferam e a atenção disponível é cada vez menor?  

Software engineers working on project

Na IDC, acreditamos que está na hora de redefinir o conceito de inteligência empresarial e estabelecer um novo rumo para o Future of Intelligence - um caminho que conserve o melhor da inteligência de negócios e da análise, mas que integre novos recursos de síntese de informações e aprendizagem. 

Olhando para a definição clássica de inteligência, entendida como a capacidade de adquirir e aplicar conhecimentos e, ao mesmo tempo, fazer a recolha de informações com valor comercial, militar ou político, o departamento de research de mercado global Future of Intelligence da IDC desenvolveu uma definição para tecnologia e líderes de negócios. 

O Futuro da Inteligência: uma definição 

O futuro da inteligência é a capacidade de uma organização aprender, combinada com sua capacidade de sintetizar as informações de que precisa para essa aprendizagem e com a aplicação dos insights resultantes. Para se diferenciar da sua concorrência, as empresas verdadeiramente inteligentes devem concentrar-se na necessidade de cultivar a capacidade de aprendizagem contínua e aplicar essa aprendizagem em toda a organização, em vez de a reter em silos departamentais. 

Essa capacidade de combinar uma síntese de todas as informações com a aprendizagem e de trabalhar perceções em diferentes escalas não é simplesmente algo teórico. Num estudo feito pela IDC junto de 100 CEOs, em meados de 2019, 80% desses líderes de negócios disseram utilizar “dados em modelos de decisão avançados para influenciar o desempenho e a vantagem competitiva" e entenderam que esta é uma prioridade importante para as suas empresas nos próximos cinco anos. Mas repare: eles não disseram que necessitam dispor de mais informação! 

Embora as estratégias e tecnologias de análise, inteligência de negócio e inteligência artificial tenham tornado a recolha e a síntese de informações algum banal na maioria das empresas, a verdade é que será sempre necessário ultrapassar sérios desafios para alcançar o futuro dos recursos de inteligência. 

Portrait of architects having discussion in office

Por quê? Porque para quase todas as empresas, os silos impedem o acesso de toda a empresa aos dados, impedem a análise desses mesmos dados e ainda a entrega de insights. Os projetos acontecem em silos departamentais ou organizacionais, e dados, conhecimento e insights ficam retidos em vez de agregarem valor se implantados em toda a organização. 

As empresas capazes de superar esses desafios terão evoluído enquanto entidade única e em larga escala. Nessas empresas, os dados gerados a partir de produtos, serviços, experiências e ecossistemas vão passar a (efetivamente) informar e conduzir a automação inteligente de processos, em vez de serem um simples ingrediente para relatórios off-line. Aqueles que atingirem este patamar terão uma vantagem competitiva muito semelhante à realidade vivida por aquelas organizações que no passado alcançaram economias de escala. Este caminho para o futuro da inteligência dependerá dos seguintes recursos: 

Capacidade de Síntese  

Trata-se de pegar em informação no seu estado bruto, desordenada e não estruturada sobre pessoas, lugares, coisas e outras entidades e conseguir organizá-la com a finalidade de esta se tornar útil para o negócio, dando-lhe, geralmente, contexto. 

Para melhorar esta sua capacidade de sintetizar dados e extrair deles conhecimento, a sua organização deverá adotar uma cultura que reconheça o valor dos dados e o acesso a esses mesmos dados com base na confiança entre a empresa e os seus funcionários; deverá imprimir transparência aos próprios dados por meio de conceitos como a inteligência da informação, por exemplo. 

Capacidade de Aprender 

As informações por si só têm um valor limitado; compreender as relações entre dados distintos é o segredo para que as organizações possam, realmente, tirar proveito dos seus esforços de inteligência. A capacidade de aprender tem diretamente a ver como esse entendimento das relações entre as informações individuais e as informações e o conhecimento organizacional previamente desenvolvido. Além disso, abrange ainda a capacidade de aplicar esse entendimento a um problema específico. A capacidade de aprender afeta tanto humanos quanto máquinas. As pessoas aprenderão não apenas com outras pessoas, mas também com as máquinas e estas máquinas aprenderão tanto com as pessoas quanto com outras máquinas. 

As empresas que demonstram o domínio dessa capacidade terão então de aplicar um esforço significativo na conversão do conhecimento tácito em conhecimento explícito e na sua disseminação por toda a empresa. Criar uma base de conhecimento de práticas recomendadas, especialistas internos e externos e uma coleção de dados, padrões e políticas que os acompanham é um passo fundamental para o Future Of Intelligence. 

A Perceção em Larga Escala 

Dispor de insights em larga escala significa apoiar a tomada de decisão e os requisitos de automação de decisão para todos na empresa, desde os executivos C-suite até às máquinas que automatizam certas tarefas. As empresas que tiverem o domínio dessa capacidade reconhecerão que, usar plataformas de IA ou mecanismos de regras, usar data warehouses ou data lakes, disponibilizar inteligência centralmente ou no edge, fazê-lo na nuvem ou on- premises, não são apenas escolhas aleatórias entre uma e outra coisa.  

As empresas acabarão por perceber que a perceção em larga escala, assim como a capacidade de sintetizar informações e a capacidade de aprender, é uma espécie de desporto em equipa, que requer uma combinação de habilidades técnicas, analíticas e de negócios. Estas organizações terão então de investir fortemente em segurança e confiança para proteger os dados e os algoritmos proprietários. Terão também de investir na automação da própria plataforma com tecnologia baseada em IA. 

Prontos para o Futuro da Inteligência? 

O futuro da inteligência garante a fornecedores de tecnologia e líderes de negócios a oportunidade de competirem na economia digital. Os líderes empresariais devem lembrar-se que esses três recursos não são elementos individuais; será necessário investir em todos eles para obter inteligência suficiente para aportar valor ao negócio de forma sustentável. 

Na IDC, acreditamos que o futuro da inteligência é uma componente crítica para a nova agenda do CEO e um diferencial de peso na economia digital. É por isso que esta integra uma das nove novas práticas de pesquisa que estamos a promover este ano. Fique atento para saber mais sobre o futuro da inteligência e perceber o valor acrescentado que esta pode aportar. Consulte o nosso trabalho de pesquisa mais recente: “Future of Intelligence: Insights at Scale“.