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CONSEGUIMOS SAIR DO MODO AUTOMÁTICO?

Proponho que possamos sair do modo automático, isso nos dará mais sabor pelas nossas vidas, e poderemos direccionar melhor as nossas metas e os nossos caminhos!

Abordo sempre no meu trabalho que o medo de assumirmos as mudanças em nossas vidas é o medo que temos do desconhecido, que é o nosso medo ancestral.

Ele não é apenas o medo da morte, mas da própria vida, pois não controlamos tudo o tempo todo. O inesperado da vida acontece sempre.

Muitos vivem de forma automática como se todos os dias fossem iguais para não terem que olhar para o desconhecido ou para aquilo que não sabemos.

O grande profissional sabe que não sabe nada e está sempre buscando novas formas de conhecimento.

Muitos vivem a vida “como se não se a morte não existisse, e morrem como se não tivessem vivido”, já dizia o Dalai Lama.

Isso ocorre na maioria das vezes para não lembrarmos da nossa finitude, e assim vivemos num "modo automático".

Quando alguém morre, levamos um susto, o modo automático se desfaz por alguns momentos, pois não era esperado “aquela pessoa morrer agora”.

E nos lembramos naquele instante que realmente somos mortais. Muitas vezes choramos não apenas porque o outro morreu, mas choramos porque sabemos que um dia acontecerá connosco.

Parar de fingir que não existe a morte. fará com que direccionemos melhor a nossa vida para aproveitá-la mais e saborearmos melhor o estado de estar vivo no momento presente.

Sempre digo “Estou vivo agora, posso andar, respirar, pensar e escolher até novas maneiras de chegar as nossas metas.”

No presente tudo pode acontecer e você pode saborear esse momento único como ler esse texto agora porque é o presente!

Poderá até não chegar ao fim da leitura, pois tudo pode acontecer, não apenas a morte, mas receber um telefonema de um grande amigo que acabou de chegar na cidade em que você mora e quer te rever.

Ter a consciência de que não controlamos tudo nos trará mais qualidade para as nossas vidas.

Nas escolas não nos dão aulas como lidar com as mudanças, com os nossos medos diante do desconhecido, e isso deveria ser matéria curricular.

Proponho que possamos sair do "modo automático", isso nos dará mais sabor pelas nossas vidas, e poderemos direccionar melhor as nossas metas e os nossos caminhos!

Como muitos dizem - mas poucos praticam - "A vida é AGORA!". Aproveite esse momento e procure em cada um deles a sua razão de viver.