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Sustentabilidade IDC & HP Portugal: O Que É Bom para o Ambiente É Bom Para as Empresas

Os desafios mundiais são grandes e a recessão económica resultante da crise pandémica afeta todo o mundo e reforça as clivagens sociais.A contenção destas crises e as soluções só serão possíveis através da colaboração de todos, entidades privadas, públicas e indivíduos.

Sustentabilidade IDC & HP Portugal: O Que É Bom para o Ambiente É Bom Para as Empresas

As exigências para avanços na tecnologia digital estão intrinsecamente ligadas à expansão da população humana e ao seu impacto no planeta. Nos últimos 40 anos, o número de pessoas que andam na Terra mais do que duplicou, passando de 3,7 mil milhões para quase 7,8 mil milhões. A revolução verde na agricultura, urbanização, melhorias nos cuidados de saúde e as sofisticadas cadeias de abastecimento que tornaram possível o crescimento da população, colocou um enorme stress nos recursos, nos ecossistemas terrestres e aquáticos e no clima. Os seres humanos sempre impactaram os seus ambientes - mas a era atual, conhecida como a Antropoceno, marca a primeira vez que a atividade humana ultrapassou o ambiente. (Antropoceno, a era geológica marcada pela ação humana. Quase a terminar, o ano de 2020 vai ficar para a História com um novo recorde. Pela primeira vez, estima-se que o peso combinado de todos os materiais produzidos pelos seres humanos superou o total de todos as plantas e animais do mundo.

Os alertas para o impacto desta pressão têm sido muitos, como a erosão de florestas ou a própria pandemia COVID como resultado do impacto humano no equilíbrio do habitat animal natural, as crises climáticas, sociais e económicas.

Os desafios mundiais são grandes e a recessão económica resultante da crise pandémica afeta todo o mundo e reforça as clivagens sociais.A contenção destas crises e as soluções só serão possíveis através da colaboração de todos, entidades privadas, públicas e indivíduos. 

As soluções irão requerer descobertas e desenvolvimentos tecnológicos e médicos mas também mudança de comportamentos.Se algo aprendemos com tudo isto é a urgência de mudar os nossos comportamentos e cada um de nós temos um papel a desempenhar e já estamos a correr contra o tempo. 

É essencial ter em conta os impactos do negócio nas sociedades, um valor em que os aspetos financeiros são tão importantes como os ambientais e sociais e as empresas, sustentáveis ou não, não podem existir num mundo onde não se possa viver. O ecossistema é um dos aspetos chave neste novo valor de negócio por nenhuma empresa pode atuar sozinha.

O impacto que o início da pandemia teve nas cadeias de fornecimento é um exemplo da importância do ecossistema, desde o início da pandemia que a IDC tem desenvolvido estudos e ajudado as empresas o seu caminho para recuperação e verificámos que os diversos estágios da curva de recuperação estão fortemente relacionados com a atual crise de sustentabilidade.

Um exemplo da correlação entre a recuperação económica e a sustentabilidade pode ser observado nos pacotes financeiros anunciados pela EU, fortemente focados na promoção dos objetivos e iniciativas de sustentabilidade

A crescente relevância da sustentabilidade foi também observado num inquérito às empresas conduzido pela IDC em 2020 sobre o impacto do COVID.

março 2021, Lisboa

A IDC acredita que as empresas podem construir resiliência e diferenciação através da combinação da tecnologia e sustentabilidade

O que está a influenciar a necessidade de sustentabilidade numa perspetiva da Europa?

Identificámos 5 drivers chave:

  • Requisitos dos clientes: os indivíduos ficaram mais conscientes do impacto das suas ações no ambiente que os envolve e nas alterações climáticas. Incluímos aqui não só consumidores mas parceiros, fornecedores e empregados. Existem expectativas relativamente ao propósito das empresas, os clientes exigem responsabilidade corporativa.
  • Regulamentação: já mencionámos os pacotes financeiros de incentivo à recuperação pós-covid, mas também o European Green Deal. Em Portugal também se tem observado algumas políticas pró-ambiente.
  • Comunidade de investidores: nova tendência de valorizarem a sustentabilidade. Investimentos vão prioritariamente para empresas com projetos sustentáveis.
  • Reputação e confiança: afeta a organização como todo, os escândalos de empresas menos preocupadas com o ambiente ou ética social mostram que o impacto é fatal. 
  • Tecnologia – desenvolvimentos tecnológicos encorajam as organizações e desenvolver iniciativas com foco na sustentabilidade 

A IDC recomenda:

  • A implementação da sustentabilidade deve ser top-down e botton-up. Os líderes devem conduzir e abraçar o tema da sustentabilidade e desenvolver estruras organizativas, incentivos e cultura que celebre os sucessos incrementais e de longo prazo.
  • Transparência dentro e fora da organização sobre o progresso da sustentabilidade, para gerar confiança. 
  • Investir em ferramentas para medir o progresso e quantificar iniciativas de sustentabilidade. 
  • Selecionar fornecedores pela sua proatividade para sustentabilidade. Por exemplo, as soluções cloub-based devem correr em data centres que utilizem energia renovável. Devem comprar hardware de fornecedores que usem materiais de origens éticas, práticas de trabalho justas e princípios de economia circular.
  • Começar com casos de uso relevantes. Os líderes devem traduzir os objetivos estratégicos em casos de uso concretos de sustentabilidade, sustentados por tecnologia.

Num inquérito feito junto das 700 empresas europeias foi possível perceber a importância que as empresas estão a dar a temas de sustentabilidade e a importância que a tecnologia tem para alcançar os objetivos de sustentabilidade:

  • Sustentabilidade é um prioridade top das empresas. Deixou de ser um fator para uma consciência tranquila e passou a ser um fator de negócio.
  • Os fornecedores de tecnologia desempenham um papel crucial (quase 2/3 das empresas inquiridas referem que os RFPs têm requisitos de sustentabilidade).
  • A tecnologia fornece o meio para alcançar KPIs de sustentabilidade - se por um lado a tecnologia é um consumidor de energia, por outro lado é um instrumento para facilitar as sustentabilidade.

A IDC desenvolveu uma iniciativa “Digital Society Impact” visa investigar o impacto que a indústria das TIC tem em objetos chave da sustentabilidade pessoas/indivíduos, comunidades e o planeta. Conforme foi referido diversos intervenientes têm um papel na criação de uma sociedade mais sustentável.

A IDC considera que a indústria de TI tem a obrigação moral de fazer parte da solução.